Devo confessar que antes de iniciar a atividade estava um pouco nervoso ante a perspectiva de encarar uma sala de aula do ensino médio, dessa vez no papel de professor. A edição do vídeo, a preparação da atividade e da sala de vídeo para receber a turma, tudo contribuia para manter uma clima de expectativa e excitação. Contudo, a prática surpreendeu-me, positivamente. No momento em que os alunos começaram a chegar, cumprimentando aquele "novo professor" senti que naturalmente me encaixava naquela posição, e uma sensação muito gratificante de pertencimento se estabeleceu. Apesar de ser um período muito pequeno de tempo para tratar de um assunto complexo como o preconceito e a exclusão social, e apesar de algumas vezes durante as falas me sentir um pouco "perdido", tentando mesclar os conceitos rigidamente acadêmicos, profundos e teóricos, como de capital social e relações de poder com exemplos cotidianos a fim de realmente possibilitar o entendimento.
A turma do 1° ano do ensino médio do período se mostrou bastante heterogênea quanto à idade e ambiente sócio-familiar, contudo as opiniões não divergiram em grande medida. O vídeo apresentado, trecho do curta "Vista minha pele" funcionou de maneira exemplar, gerando grande possibilidade de relativização de questões como preconceito, racismo, relações de poder e exclusão social, uma vez que demonstra que esses fatores estão necessariamente vinculados a questões sócio-históricas, bem como das relações desiguais de poder entre os membros de uma sociedade.
A identificação foi imediata com a idéia de que "papéis de negros e brancos estavam invertidos no filme", o que gerou uma explicação a respeito de capital social, exclusão social e violência simbólica. Além de ter sucitado grande interesse nos alunos, visto que compartilharam diversas experiências, seja de preconceito e racismo vivenciados por eles mesmos ou assuntos polêmicos, como as cotas sociais.
Analisando novamente a atividade proposta e revendo a maneira como foi aplicada, é possível observar alguns erros cometidos, principalmente na abordagem do tema, que com certeza servirão de aprendizado para experiências futuras. Por exemplo, a relação entre exclusão social e diferenciação social poderia ter sido melhor demarcada à luz da teoria sociológica, bem como exemplos de relações de poder e relativização das diferenças melhor elaborados.
A turma do 1° ano do ensino médio do período se mostrou bastante heterogênea quanto à idade e ambiente sócio-familiar, contudo as opiniões não divergiram em grande medida. O vídeo apresentado, trecho do curta "Vista minha pele" funcionou de maneira exemplar, gerando grande possibilidade de relativização de questões como preconceito, racismo, relações de poder e exclusão social, uma vez que demonstra que esses fatores estão necessariamente vinculados a questões sócio-históricas, bem como das relações desiguais de poder entre os membros de uma sociedade.
A identificação foi imediata com a idéia de que "papéis de negros e brancos estavam invertidos no filme", o que gerou uma explicação a respeito de capital social, exclusão social e violência simbólica. Além de ter sucitado grande interesse nos alunos, visto que compartilharam diversas experiências, seja de preconceito e racismo vivenciados por eles mesmos ou assuntos polêmicos, como as cotas sociais.
Analisando novamente a atividade proposta e revendo a maneira como foi aplicada, é possível observar alguns erros cometidos, principalmente na abordagem do tema, que com certeza servirão de aprendizado para experiências futuras. Por exemplo, a relação entre exclusão social e diferenciação social poderia ter sido melhor demarcada à luz da teoria sociológica, bem como exemplos de relações de poder e relativização das diferenças melhor elaborados.
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